Antes preencher mais algumas linhas, é preciso esclarecer que este que vos escreve é apenas um cidadão comum. Sem supersalários ou regalias mil. Deixando de lado devaneios filosóficos e existenciais repito, sou apenas mais um entre milhões de gloriosos brasileiros. Capaz de errar e, talvez felizmente, de ser julgado por meus atos.
Mas, despido de qualquer tipo de arrogância, almejo ser mais do um cidadão comum. Quem sabe, em um plano ideal e possivelmente inalcançável, viajar ao redor do mundo com todos os custos divididos entre milhões de desconhecidos. Sorrir apenas a cada quatro anos. Não ter de me preocupar com algo tão banal quanto à lei. Ao invés de possuir terras e imóveis, ser dono de todo um estado. Ocupar uma cadeira que me torne melhor que todos. Um mito!? Talvez... Mas, com certeza, quero ser Ele.
Quero ser José Ribamar Sarney de Araújo Costa. Quem não sonha em conquistar o sucesso profissional e financeiro. Chegar ao topo da carreira. Fazer isso trabalhando apenas alguns dias por semana, rodeado de lacaios, com o poder de definir meu próprio supersalário e ainda estar acima da lei.
Portanto, chega de bullying e perseguições. Chega de perguntas sem sentido. Vamos acabar com esta infundada por vingança e verdade. Porque não aceitar que Ele é uma lenda. Como este Senhor poderia passar décadas figurando entre os nomes mais importantes do país e não ser considerado um exemplo, digno da confiança de nós cidadãos comuns. Como não admirar alguém que consegue alcançar tal nível de influência e respeito de nobres colegas de profissão, sejam gregos ou troianos?
Uma pausa aqui se faz necessária. Ouso discordar de meus sete leitores fiéis e atesto que o atual presidente do Senado e ex-presidente da República é um homem íntegro, honesto e digno da confiança de milhões de subordinados. Não temos competência para condená-lo, se nem os ilustres cidadãos responsáveis por tal incumbência o fizeram.
Sendo assim, repito: Quero ser José Ribamar Sarney de Araújo Costa. Um exemplo de brasileiro, que com o SEU suor conquistou um império, um “país”. E como parte da construção de um mito, falta apenas que ele cometa o aclamado auto-sacríficio, tendo a certeza de que irá voltar, pois nós cidadãos comuns já o elegemos ao cargo de divindade.


