quarta-feira, 24 de agosto de 2011

José Ribamar Sarney de Araújo Costa: Um exemplo

Antes preencher mais algumas linhas, é preciso esclarecer que este que vos escreve é apenas um cidadão comum. Sem supersalários ou regalias mil. Deixando de lado devaneios filosóficos e existenciais repito, sou apenas mais um entre milhões de gloriosos brasileiros. Capaz de errar e, talvez felizmente, de ser julgado por meus atos.

Mas, despido de qualquer tipo de arrogância, almejo ser mais do um cidadão comum. Quem sabe, em um plano ideal e possivelmente inalcançável, viajar ao redor do mundo com todos os custos divididos entre milhões de desconhecidos. Sorrir apenas a cada quatro anos. Não ter de me preocupar com algo tão banal quanto à lei. Ao invés de possuir terras e imóveis, ser dono de todo um estado. Ocupar uma cadeira que me torne melhor que todos. Um mito!? Talvez... Mas, com certeza, quero ser Ele.

Quero ser José Ribamar Sarney de Araújo Costa. Quem não sonha em conquistar o sucesso profissional e financeiro. Chegar ao topo da carreira. Fazer isso trabalhando apenas alguns dias por semana, rodeado de lacaios, com o poder de definir meu próprio supersalário e ainda estar acima da lei.

Portanto, chega de bullying e perseguições. Chega de perguntas sem sentido. Vamos acabar com esta infundada por vingança e verdade. Porque não aceitar que Ele é uma lenda. Como este Senhor poderia passar décadas figurando entre os nomes mais importantes do país e não ser considerado um exemplo, digno da confiança de nós cidadãos comuns. Como não admirar alguém que consegue alcançar tal nível de influência e respeito de nobres colegas de profissão, sejam gregos ou troianos?

Uma pausa aqui se faz necessária. Ouso discordar de meus sete leitores fiéis e atesto que o atual presidente do Senado e ex-presidente da República é um homem íntegro, honesto e digno da confiança de milhões de subordinados. Não temos competência para condená-lo, se nem os ilustres cidadãos responsáveis por tal incumbência o fizeram.

Sendo assim, repito: Quero ser José Ribamar Sarney de Araújo Costa. Um exemplo de brasileiro, que com o SEU suor conquistou um império, um “país”. E como parte da construção de um mito, falta apenas que ele cometa o aclamado auto-sacríficio, tendo a certeza de que irá voltar, pois nós cidadãos comuns já o elegemos ao cargo de divindade.

domingo, 12 de junho de 2011

Existe receita para crescer?

É incrível como atitudes imaturas e absurdamente infantis tem o poder de prejudicar a vida de várias pessoas. Parece até um efeito dominó, uma ação impensada acaba atrapalhando a rotina de todos à sua volta. O pior é quando você não consegue enxergar a “big picture”, não vê o que ou quem realmente está prejudicando. Quase sempre você mesmo. Como aprendi há algum tempo, e inclusive comentei neste espaço, não darei nomes ou alcunhas aos respectivos irresponsáveis.

Ao mesmo tempo em que me revolto por ser prejudicado pela infantilidade de quem não consegue se desvincular da fase rebelde - literalmente - sem causa, também me preocupo com o futuro deste tipo de pessoa. Que fique claro, não sou hipócrita, pois já não me preocupo com a pessoa que teve e terá inúmeras chances de se tornar alguém, mas sim por quem ela prejudica, sem qualquer motivo verdadeiro.

Claro, trata-se de um desabafo, mas também aprendi o quanto escrever ajuda a clarear as ideias. A pergunta que me faço é como uma pessoa pode ser irresponsável e imatura a tal ponto de não enxergar o que faz com a própria vida, focando apenas em tentar encontrar teorias conspiratórias para atestar que tudo e todos estão tramando contra ela. E quando não encontra respaldo, prefere se refugiar em um mundo próprio, onde acredita ser o único digno de confiança e atenção.

Pena que algumas pessoas não consigam criar maturidade e abrir os olhos. Torço para que isso aconteça o mais rápido possível. Que elas literalmente cresçam. Mas, infelizmente, tenho de confessar que cada vez me importo menos.

sábado, 11 de junho de 2011

Qualidades ou defeitos?

Não importa o que seja ou quem seja. Sempre idealizamos algo, mesmo sabendo que este “modelo” que criamos no subconsciente, formado apenas por qualidades essenciais e defeitos “fofos”, jamais atenderá nossas expectativas. O problema é que às vezes idealizamos tanto aquela pessoa que a tornamos perfeita, digna de um lugar no Olimpo, banhado pela espuma do mar.

Um dos mais antigos clichês nesta área, reconheço, tem seu mérito. Literalmente corremos o risco de ficar cegos, pois sabemos que não existe tal perfeição, mas é uma busca infinita, talvez necessária, mas certamente estúpida.

Nada melhor que um sábado em casa, véspera do dia dos namorados, para refletir um pouco sobre ideais e conceitos. Um parêntese: não entendam tal reflexão como um momento de desespero, apenas como parte de um aprendizado. Nem triste e nem alegre.

Resolvi ou resolveram que eu deveria assistir a um filme chamado “500 dias com ela”, muito bom por sinal. Mais uma vez tive a oportunidade de refletir, alguo que tem se tornado cada vez mais comum. E, além de toda a trama, uma declaração me chamou a atenção. Um dos personagens, apaixonado pela mesma mulher desde o ensino médio, revela que a tal amada está longe de ser a pessoa que ele sempre idealizou. Ele percebe que independente de defeitos ou qualidades ela é perfeita, pois é real. Não adianta sonharmos eternamente com alguém que jamais iremos encontrar.

Tudo aquilo que acreditamos ser perfeito em alguém, a depender da situação, pode se tornar um defeito insuperável. O jeito de andar, antes sensual, torna-se desajeitado. O cabelo, que ora fascinava, agora é sem graça, comum. O fato é que são características inerentes aquele ser. O que muda é a forma como as enxergamos. São qualidades ou defeitos? Depende...

Sei que defendi e entendi que não devemos idealizar alguém ou algo. Mas não nego que, pelo menos durante um breve período, ainda sofrerei deste mal. Falta ainda decidir se prefiro me decepcionar agora ou continuar buscando este ser mitológico e me decepcionar depois. A busca sempre foi e sempre será minha cachaça.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Preciso ser “normal”?

Seja lendo mais algumas linhas do mesmo ou por causa de outra pesquisa de campo participativa, não é difícil notar que este que vos fala é um apreciador, cada vez mais moderado, de discussões filosóficas aliadas a um percentual etílico agradável. Mais uma vez o tema de meus devaneios surgiu em um destes templos do conhecimento, que em uma simples tarde de quinta-feira, trazem à tona uma amizade, novos conceitos, dúvidas e inúmeros questionamentos.

Confesso que apesar de ser “do contra” ou ranzinza, algumas vezes me considero, um tanto conservador. Talvez por falta de vontade de refletir. Prefiro não revelar sobre qual tema escrevo, mas com certeza, caso você realmente busque na memória, encontrará um momento onde se sentiu como me sinto agora.

Conceitos ou padrões culturais. Pouco interessa a denominação. O importante é analisar como seguimos modelos tão antigos que sequer podemos precisar sua data de fabricação, restando apenas poucos e falhos indícios. Pensamos e agimos da forma como a sociedade nos permite, nos molda. O pior de tudo é que não só utilizamos tais conceitos para regrar nossas atitudes, também julgamos práticas dos outros da mesma forma, apenas por visualizar um comportamento “estranho”, ou melhor, um comportamento diferente do “normal”.

Essa é a palavra-chave: “normal”. Precisa realmente ser escrita entre aspas, pois felizmente não existe uma atitude normal ou correta, mas sim algo aceitável por um grupo, seja ele a esmagadora maioria ou a minoria dominante.

Depois dessa volta, afirmo que aquela simples tarde de quinta-feira realmente fez a diferença. Percebi que por trás de um determinado modelo não existia nada, nenhuma reflexão. E no momento em que me permiti fazê-la, constatei que não havia sustentação.

Tudo muito estranho, irracional. Peço até desculpas pelo tempo desperdiçado nestas linhas. Mas a ideia era simplesmente forçar uma reflexão. Analise se todos esses padrões são lógicos, fundamentados. Percebi que um determinado modelo não existe. Vou parar de buscá-lo. Melhor aceitar e ser feliz da forma que me convém, mesmo que esta ainda seja um mistério.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Hora de abrir os olhos e esconder as verdades

É engraçado como uma simples conversa em uma mesa de bar nos leva a repensar comportamentos que pareciam impossíveis de serem alterados, posturas que definem uma pessoa. Dias desses ouvi de alguém que admiro muito (por razões que não precisam ser descritas neste breve espaço) que algumas atitudes às vezes precisam ser revistas, por mais que tais mudanças possam ser consideradas hipócritas.

Falar ou gritar aquilo que nos vêem a mente, sinceridade pura e objetiva, é algo que pode ajudar em vários momentos. Mas, depois de algum tempo refletindo, percebo que essa tal sinceridade, ainda mais para quem lida diariamente com fatos em busca de uma imparcialidade inalcançável, acaba tornando-se um verdadeiro fiasco.

Infelizmente vivemos em um país onde a liberdade de expressão é simplesmente um conceito, uma utopia que nunca vivenciamos. Na verdade, acredito que não estejamos preparados para ela. Uma simples frase, dita em uma reunião com amigos ou em uma das milhares de redes sociais criadas para suprir a necessidade de sermos notados, pode se tornar algo perigoso, às vezes pelo simples fato do ouvinte não se interessar pelo contexto. Somos escravos dos discursos politicamente corretos ou quem sabe vazios.

Como não sou bom com a subjetividade, prefiro simplesmente dizer que não bebo, não saio, não tenho preconceitos, não amo, não vivo..... Essa não é uma crítica aos interlocutores de algo que nunca quis enxergar, mas sim um desabafo de alguém que se assusta ao descobrir que a busca por ser espontâneo e verdadeiro é digna do mundo de Tolkien. A real necessidade é descobrir e aceitar que todos precisamos nos encaixar em um modelo. Apertado, incômodo e falso. Mas é o modelo....

terça-feira, 24 de maio de 2011

Enfim, um gancho!


Há pelo menos algumas semanas tento voltar a postar no meu blog, mas faltava um gancho, algo que me trouxesse de volta e ajudasse a criar uma rotina. Não quero apenas despejar textos, sem sentido. Mas ontem tive uma grata surpresa com um vídeo bem simples . Provavelmente, assim como outras centenas de milhares de pessoas, você já viu, mas o vídeo em questão é o clipe da música Oração, da Banda Mais Bonita da Cidade.

O que me chamou a atenção, além claro de toda a produção por trás do clipe, sensacional, diga-se de passagem, foi à possibilidade de construir algo extraordinário. Realmente ainda é possível surpreender milhares de pessoas, positivamente. Mas o bom mesmo foi que descobri o meu objetivo com este blog, que tem lá suas semelhanças com o que buscou a trupe curitibana.

Não quero surpreender milhares, centenas ou dezenas, mas simples fazer algo, me mexer, criar... Acho que essa é a palavra. Quero fazer como esta banda, que apesar de não ter nada a ver com meu estilo musical, conseguiu me fascinar com uma música simples, mas repleta de criatividade.

O desafio, como já disse em outros textos, publicados ou não, é lutar contra a folha em branco. Os textos com certeza serão meu retrato, para aqueles que me conhecem.... Críticos, superficiais, densos, ácidos, profundos, intensos, objetivos, contraditórios e alegres.

E para quem ainda não teve o prazer de conhecer A Banda Mais Bonita da Cidade, abaixo o vídeo. Cada segundo dos seus 6’03’’ valem à pena.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Apaixonado pelo espetáculo

Já faz horas que me sento em frente ao teclado, mas nada parece preencher a tela. Centenas de palavras apagadas, pois sei que nenhuma delas alcançou seu objetivo. Como escrever sobre algo intangível? Tentar traduzir paixões? Não sou um mestre, como aqueles que simplesmente explicavam o inexplicável, apenas com palavras. Só espero não envergonhar os verdadeiros mestres do “jornalismo”, aqueles que conseguiram transformar o esporte em algo mais.

Dias desses ouvi que são estúpidos os apaixonados por futebol, que conseguem passar horas ouvindo alguém discutir o sexo da bola. Mas percebi que tenho pena de que não consegue se apaixonar por um escudo, uma camisa. Que me perdoem os amigos, as namoradas os pais. Amar um clube é diferente, irracional, e por isso avassalador. Se apaixonar por quem não lhe dá nada em troca? Isso é o que pensam muitos, que infelizmente não entendem os momentos inesquecíveis em um estádio, em frente a uma televisão ou com o ouvido grudado em um radinho, ouvindo berros estridentes, esperando apenas um que congele o tempo.

Como esquecer as horas em que testemunhei dribles desconcertantes, gols antológicos em gramados espalhados pelo mundo. Olhando para as pistas, perdi a conta de quantas vezes prendi a respiração esperando que o piloto definisse a manobra que dura centésimos de segundos, impossíveis de ser contados, mas eternos para quem os observa sem piscar. Sinto por quem não teve a vida transformada quando Rogério Ceni voou para salvar uma cobrança de falta no jogo que traduziu uma história. Quando Ronaldo arrancou, devastando metade de um campo, em direção a glória eterna.

Peço que me tragam o pão, pois o espetáculo fica a cargo do “Anjos de Pernas Tortas”.

terça-feira, 15 de março de 2011

Entre gênios e jornalistas

Seguir as mesmas linhas de um mestre é tentar igualar a combinação de palavras feita por quem às reinventou. Falta intimidade, com a língua rebuscada ou com a profissão, que por sinal, não era a do gênio por formação, mas sim por vocação, o que deveria lhe valer, no mínimo, o título de Doutor Honoris Causa.
Falta intimidade com o papel, aquela amizade que existia antes, entre o poeta e uma simples folha branca.

Não há mais o toque na folha, no qual se pode sentir que ela clama desesperada por uma gota de tinta, pelas letras exatas, por um conjunto de palavras que a dê sentido, que a torne simplesmente memorável. Hoje, são só teclas, às vezes até apagadas, mas sempre frias, que preenchem uma tela desfocada, desnecessária...

Mais tarde ainda se descobre que é humanamente impossível percorrer os labirintos de um tema que já foi brilhantemente explorado pelo advogado acreano. Apenas outros gênios como Nelson Rodrigues podem desempenhar esta tarefa ou entrar em tal batalha de cabeça erguida, mas sem certeza de vitória, sabendo apenas que lutariam bravamente, para a alegria de humildes leitores. Afinal, para nomear craques como ele fez, é necessário talento comparável ao do “Anjo das Pernas Tortas” para entortar brucutus.

De nada adianta mostrar a paixão por um clube, contar em detalhes uma partida inesquecível, traduzir a irracionalidade de uma torcida em êxtase. Como ler uma música em forma de crônica e escrever sobre qualquer coisa? (Imagine sobre o mesmo assunto) Seria no mínimo um desrespeito a memória do aviador alvinegro.

No fim você irá perceber que é mais digno, para não dizer menos humilhante, utilizar um modelo, mesmo que velho e arcaico como aquele ensinado pelos “doutores” do jornalismo. Fórmulas que prendem, enclausuram a criatividade. Dizem-nos que gênios são aqueles que não seguem fórmulas, exemplos, contudo somos premiados por segui-los, escrever o simples, sem nada mostrar.

Portanto, se assim é pedido, então o que me resta é cumprir, para não revoltar um deus completo, e acariciar o ego dos “doutores”, pois mesmo sem conhecer o universo (controverso) da arte, posso afirmar tranquilamente: Armando Nogueira é um pintor, um músico, um escultor, um poeta, ou simplesmente um artista. Eu, reprodutor de modelos, sou somente mais um jornalista.